Proinesp 5

O MEC, por intermédio da Secretaria de Educação Especial - SEESP - desenvolve o Projeto de Informática na Educação Especial - PROINESP - com o propósito de oportunizar a inclusão digital e social de alunos com necessidades educacionais especiais. O PROINESP consiste na implantação de laboratórios de informática em escolas públicas municipais e estaduais e entidades sem fins lucrativos de Educação Especial, envolvendo o financiamento a continuidade da formação e capacitação dos professores, através de cursos a distância, com vistas à aplicação desses recursos tecnológicos junto aos seus alunos especiais. Para ampliar o número de instituições educacionais e a formação de 500 professores que atuarão como multiplicadores. A opção pela formação, via Internet, justifica-se pela necessidade de preparar um maior número de professores, com a possibilidade de atuação com os alunos. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) vêm causando um impacto significativo no processo de ensino-aprendizagem, apresentando novas perspectivas de acesso ao conhecimento universal e possibilitando outras maneiras de produzir conhecimentos através da constituição de redes de comunicação. O acesso à tecnologia expandiu o espaço da sala de aula para além de suas paredes físicas, levando professores e alunos a mergulharem em novos conhecimentos bem mais diversificados e atualizados, ao mesmo tempo em que auxilia a superação de outras barreiras, que afastam o aluno do acesso à educação, proporcionando o letramento e a inclusão digital.

O PROINESP é uma iniciativa da SEESP-MEC e consiste na implantação de laboratórios de informática em escolas publicas municipais e estaduais e entidades sem fins lucrativos de Educação Especial, envolvendo o financiamento para formação dos professores, através de cursos a distância, com vistas à aplicação desses recursos tecnológicos junto aos seus alunos especiais.

O Ministério da Educação, através do PROINESP, vem atendendo escolas municipais e estaduais e entidades de todos estados brasileiros e pretende adquirir mais cem laboratórios de informática, ao longo de 2004, para ampliar o número de instituições educacionais e a formação de 328 professores que atuarão como multiplicadores. As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) abrem perspectivas de acesso ao conhecimento universal e, nas salas de aula, levam professores e alunos a mergulharem em novos conhecimentos, bem mais diversificados e atualizados. Mudam a rotina e estimulam os alunosEstudos e investigações, em âmbito nacional e internacional, vêm revelando a importância e o potencial que as TIC assumem no campo da Educação Especial. Tem-se observado que a utilização pedagógica dessas tecnologias vem produzindo maiores/melhores efeitos na Educação Especial quando comparada à Educação de modo geral. Também tem-se verificado que grande parte do que é planejado/aplicado a pessoas com necessidades educacionais especiais, principalmente na área de software, resulta em benefícios a outros usuários, estendendo-se seu uso de modo generalizado.

Associado a esses aspectos, focaliza-se também o potencial das TIC no sentido de romper o isolamento daqueles alunos que, por barreiras arquitetônicas e sociais, têm impedido o seu acesso à informação de forma interativa. No ciberespaço, por exemplo, é possível estruturar ambientes de aprendizagem digitais criando recursos e interfaces para a comunicação/desenvolvimento entre usuários, de diferentes países e dentro do país, por meio do intercâmbio de informações, diálogos, trocas, listas de discussões sobre temas de interesse, produção de materiais cooperativos, entre outros. Nesse âmbito da utilização, inserem-se aspectos relacionados à necessidade de considerar o potencial das TIC para a aprendizagem e o desenvolvimento de pessoas com necessidades educacionais especiais, no sentido de favorecer o acesso e a apropriação dessas tecnologias e contemplando, na diversidade, o real sentido da "educação para (com) todos".

No entanto, as TIC por si só não desempenham as funções esperadas se não forem mediadas por professores capacitados. Assim, temos enfatizado o fato de o professor de sala de aula ou da disciplina curricular ter conhecimento dos potenciais educacionais da informática e ser capaz de integrar atividades não informatizadas de ensino-aprendizagem e atividades que fazem uso pedagógico de recursos computacionais e, com isso, criar condições para os alunos construírem seu conhecimento e , ao mesmo tempo, propicie a sua inclusão digital e social.

A opção pela formação, por intermédio de um curso a distância, via Internet, justifica-se pela necessidade de preparar um maior número de professores, com a possibilidade de atuação simultânea junto aos alunos. Dessa forma, agiliza-se o processo de apropriação das novas tecnologias, por parte dos professores e alunos, visando à redução do abismo que, ainda hoje, segrega as pessoas com necessidades educacionais especiais. Neste sentido, o curso de formação do professor, no uso dessas tecnologias com PNEEs, deve fortalecer o processo de construção de diferentes tipos de conhecimentos, que estão imbricados e que não acontecem necessariamente de modo seqüencial e estanque, como mostramos a seguir:

o Entender os potenciais dos aspectos computacionais como um recurso para resolução de tarefas e construção de novos conhecimentos. Isto acontece quando o professor usa diferentes software para resolver diversas tarefas, sendo que cada uma destas experiências é utilizada como objeto de reflexão, permitindo a ele entender como está aprendendo e qual o papel da informática no processo de construir o conhecimento;o Saber utilizar a informática em atividades pedagógicas. Isto implica dois tipos de conhecimentos. Um, sobre como a informática pode ser usada na elaboração de projetos envolvendo conceitos disciplinares. Outro, sobre como interagir com o aluno e orientá-lo no desenvolvimento de projetos que tenham sentido para ele, proporcionado o prazer e o desafio no processo de aprender. O trabalho com projetos possibilita a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdos e interdisciplinar. A interação com alunos possibilita ao professor aprender como criar condições para promover a construção de conhecimento, bem como, saber compatibilizar as necessidades e os interesses de seus alunos com os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir; o Saber atuar no contexto da sua comunidade escolar. Para tanto, o professor deve vivenciar experiências que contextualizam o conhecimento que ele constrói durante sua formação para a sua realidade de sala de aula e de ambiente de trabalho. O contexto da escola e a prática do professor são aspectos constituintes das atividades de formação. Sem esta contextualização, o professor não tem condições de superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica e, portanto, possibilitando a implantação de atividades de uso das TIC nas suas aulas e sua instituição. Além disto, o contexto permite a construção de um conhecimento localizado que poderá ser ampliado à medida que este conhecimento é descontextualizado para outras situações semelhantes; o Compreender a sua atuação. Isto implica desenvolver autonomia para relativizar, preservar, redimensionar e transformar os aspectos constituintes da prática pedagógica. Para isto é fundamental que o professor em formação vivencie também o momento da descontextualização. Este momento permite ao professor transcender uma compreensão localizada na sua sala de aula para uma compreensão mais global e profunda, relacionada com princípios e propósitos norteadores do trabalho educacional.

A implantação de situações que permitem ao professor construir conhecimento demanda acompanhamento e assessoramento para que se possa entender o que ele faz e ser capaz de propor-lhe desafios, auxiliando-o a atribuir significado ao que está realizando. Essas intervenções têm a função de facilitar a compreensão da informação, aplicando-a, transformando-a, buscando novas informações e, assim, construindo novos conhecimentos. Esse acompanhamento e assessoramento do professor deverão ser feitos por formadores do curso, via rede telemática. No entanto, para que isso aconteça é necessário que o professor esteja engajado na resolução de um problema ou no desenvolvimento de um projeto pedagógico de uso da informática com seus alunos. Nessa situação, surgem algumas dificuldades ou dúvidas, podendo ser resolvidas com o suporte dos formadores do curso, via rede. O professor em formação age, produz resultados que podem servir como objetos de reflexões. Estas reflexões podem gerar novas indagações e problemas, que ele não tem condições de resolvê-los. Ele pode enviar para os formadores do curso essas questões ou uma breve descrição do que ocorre. Os formadores do curso refletem sobre as questões solicitadas e enviam sua opinião, ou algum tipo de material - uma sugestão para ser verificada, um texto teórico ou mesmo um tutorial contendo as informações que poderão auxiliar o professor a resolver seus problemas. O professor recebe essas idéias e tenta colocá-las em ação, gerando novas dúvidas, que poderão ser resolvidas com o suporte dos formadores do curso ou mesmo de seus colegas em formação, participantes também do curso a distância. Este vai e vem estabelece um ciclo que mantém o professor em um processo de aprendizagem, realizando atividades inovadoras, gerando conhecimento sobre como desenvolver essas ações, ao mesmo tempo em que ele conta com o suporte do docente do curso e dos colegas.

Assim, a rede telemática pode propiciar o "estar junto" dos formadores do curso com os professores em formação, todos vivenciando um processo de construção do conhecimento. Assim, é fundamental que o professor em formação, durante o curso, esteja atuando em sala de aula, realize um projeto de uso da informática com seus alunos e interaja com os formadores e colegas do curso para obter suporte de como dar continuidade ao seu projeto, com isso, criar condições para a construção de conhecimento, contextualizado na realidade da sua classe e da sua instituição.

O curso tem seu início previsto para o mês de novembro de 2006.

Mais informações sobre o projeto no site http://www.proinesp.ufrgs.br/